Com investimento previsto de R$ 13 bilhões, o governo anunciou ontem o Plano Nacional de Banda Larga. A meta é elevar em quatro vezes o acesso à internet em alta velocidade para 40 milhões de domicílios até 2014.
Para isso, reativará a Telebrás. A função será coordenar o uso das redes de fibra óptica da União para levar conexão ao Interior e a clientes das classes C e D a preços populares – entre R$ 29 e R$ 35 para conexão de 512 kbps.
Na apresentação do plano, a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, respondeu a uma das principais polêmicas sobre o assunto: se a ressurreição da Telebrás significaria presença excessiva do Estado no setor de telecomunicações.
– O papel da Telebrás não é substituir a iniciativa privada – garantiu.
A empresa será a gestora das redes de fibras ópticas de estatais como a Eletronet e a Petrobras. A ideia é oferecer a infraestrutura, a preços mais baixos que os de mercado, para que pequenos e médios provedores de internet possam vender os serviços ao consumidor final. Segundo o consultor Juarez Quadros do Nascimento, ex-ministro das Comunicações, no caminho entre as operadoras e o cliente está o maior desafio para popularizar a banda larga:
– É preciso levar a competição das capitais, onde as operadoras estão modernizando redes, para as cidades menores.
No primeiro ano, as redes federais no Sudeste e Nordeste serão integradas em cem municípios. A Região Sul, onde a carência de banda larga é menor, receberá os primeiros investimentos em 2011, explicou o coordenador dos programas de inclusão digital do governo, Cezar Alvarez.
– O primeiro ano é apenas um primeiro impulso. Esse plano terá investimentos continuados pelos próximos anos – acrescentou Alvarez